Velha infância

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Esse é um post estritamente pessoal, baseado em coisas vividas nos últimos (quase) 10 meses. Nada de futebol, nada de MMA, nada de filmes, músicas ou mercado de trabalho. Simplesmente a minha forma de enxergar algumas coisas no âmbito pessoal.

Há quase 10 meses ela entrou na minha vida. Ambos com muita bagagem, ambos com ressalvas e receios, mas, principalmente, ambos com muita vontade de dar certo. Não era aquela esperança de querer que alguma coisa, com qualquer pessoa, desse certo. Ambos se reconheceram. E de forma muito rápida. De forma gostosa, de forma inocente. Surgiram os planos e a confirmação do que já sabíamos desde a primeira vez que ouvimos a voz um do outro: era sério. Muito sério.

Mas havia, também, a certeza de que existiriam percalços. Manter um relacionamento à distância não é fácil. Não é todo mundo que consegue. Eu já havia acompanhado o processo com amigos que passaram por isso, mas ser o protagonista da história é diferente.

Sempre tive uma certeza na vida: a maior parte das brigas dão-se, principalmente, por uma falha de comunicação. E num relacionamento à distância isso se agrava. Falar por telefone não surte o mesmo efeito. Uma mensagem no celular nem sempre é recebida da forma que é enviada. Quando isso acontece, a solução, ao invés de agravar a briga, é respirar, contar até 10 e entender tudo antes de prosseguir com o assunto. E assim tem sido e dado certo. Muito certo.

Mas o mais legal e que eu aprendi nesse tempo, é dar valor às pequenas coisas. Um beijo roubado sem esperar; um abraço apertado logo pela manhã; um colo na hora de assistir Netflix; rir descontroladamente por conta de alguma besteira falado – e somos mestre nisso!
Mas esses detalhes não se restringem a nós. Passei a reparar detalhes do dia a dia que antes passavam totalmente despercebidos e, às vezes, nos projetar neles. Passei a reparar em casais apaixonados nas ruas, novos ou velhos, e ansiar, cada vez mais, que a nossa hora de dividir a rotina diária chegue logo. Passei a prestar atenção em histórias que antes soavam sem graça em livros ou filmes. Passei a querer dividir cada coisa que vejo, desde algum desenho animado, até uma acalorada conversa sobre manifestações e situação do país. Passei a lembrar dela a cada música, cada desenho, cada filme e cada livro que permeiam a nossa história.

Passei a ser dela. E ela minha. Para sempre.

 

Como deveria ter sido o seu final de semana?

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Muitos de vocês já devem ter visto o comercial do Hyundai HB20.

1-G

O filme segue a fórmula clássica dos comerciais de carro: um cara bonitão, bem sucedido, acompanhado de uma bela garota e frequentando lugares badalados e cheios de pompa. Se não viu, confira abaixo:

 

 

O que acontece é que um morador da cidade de Araçatuba, no interior de São Paulo, fez um vídeo satirizando essa peça e jogou no YouTube. Tudo porque, ao comprar o carro no começo do ano, a montadora simplesmente não entregou o carro!
A compra foi efetuada no Grupo Caoa que, além de distribuir a Hyundai, também é responsável pelas marcas Subaru e Ford (sendo o maior distribuidor da segunda no Brasil). Isso aconteceu no dia oito de janeiro!

O vídeo segue o mesmo roteiro do original, sendo que o áudio é o mesmo. Mas é claro que as situações vividas são muito mais “fracassadas”. Ao invés de um carro, uma bicicleta. Ao invés de um grande show de rock, um show de alguma banda alternativa, com meia dúzia de gatos pingados na plateia. Vejam com os próprios olhos:

 

 

Sabem quais lições podemos tirar disso tudo?

1º) Não vendam o que não tem pra entregar.
2º) Se por algum motivo muito imprevisível acontecer um erro desses, tenham um pós-venda decente. Mais de quatro meses pra resolver um problema é algo totalmente fora da realidade.

 

(via Exame)

Pé de pato, mangalô, trêis veiz!

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Última prova feita. Hora de fazer a barba. O que, claramente, era uma superstição. Mas só fará sentido a Botafoguenses mais fervorosos.

Tuitei isso há pouco e me surpreendi com a quantidade de pessoas que brincaram, dizendo que superstição era besteira. Acreditem, não é.

A grande verdade é que a superstição acompanha a vida de um Botafoguense desde que ele nasce. Esse é um dos motivos pra eu repetir inúmeras vezes a frase “Você não escolhe ser Botafogo. O Botafogo escolhe você“. É um clube carregado de superstições, desde a entrar com um cachorro preto-e-branco em campo (o famoso Biriba) até a mandar o motorista do ônibus entrar de ré no Maracanã. Isso tudo porque, quando esses fatos ocorreram a primeira vez – totalmente por acaso – o time saiu vitorioso.

Mas esse não é um post sobre futebol. Ele estará presente, claro, mas é mais pra falar de alguns desses rituais de sorte.

O da prova por exemplo. Minhas provas na faculdade começaram semana passada e fui bem em todas. Apenas em uma matéria precisei fazer a terceira avaliação (por ter perdido a primeira). Então, como os resultados nas outras foi positivo, não tinha porque mudar o visual. Não que eu tenha ido todos os dias com a mesma roupa, por exemplo, mas a barba é uma característica marcante minha e que carrego há anos. Abracei, nesse caso, como um amuleto até o fim das provas.
Outra coisa foi a caneta usada. Todas as provas foram com a mesma caneta. Nas primeiras avaliações do semestre fiz apenas uma prova com uma caneta diferente. Resultado: a nota mais baixa entre todas. Melhor voltar pra caneta tradicional. Mas pro próximo semestre é bom trocar. Semestre novo, matérias novas… caneta nova. Até pra não correr o risco da atual acabar durante o período.

No futebol é que a coisa se agrava. Os primeiros títulos que vi do Botafogo (bicampeonato Estadual de 89 e 90) eu estava sentado na sala de casa, no mesmo lado do sofá. Inicialmente foi coincidência. Passou a ser ritual quando, em 1992, perdemos o Brasileiro pro clube da beira da Lagoa (é bom evitar o nome). Por outro lado, em 1993, ganhamos a Conmebol e em 1994 o Brasil ganhou a Copa do Mundo depois de 24 anos. Adivinhem só em qual assento do sofá eu estava?
Quando vejo jogos no quarto também sigo alguns passos básicos. Sentado no mesmo lugar da cama, com algo do Botafogo nas mãos ou no colo (camisa, almofada, bandeira… qualquer parada). E ninguém entra no quarto. No estádio gosto sempre de ir sempre mais ou menos no mesmo lugar.

Também acompanho futebol europeu. O Real Madrid é a maior paixão por aquelas bandas e não podia ficar de fora. Portanto antes de cada jogo ouço o hino do clube três vezes e quando o jogo termina ouço mais três. Em jogos de durante a semana, que estou no trabalho, isso nem sempre é possível. Mas eu tento, ainda que não assista o jogo.

Muita gente chama isso de TOC. Eu discordo.
Hoje, na verdade, tudo é TOC. Não existem mais manias ou superstições; Tudo e bullying. Não existe mais a filhadaputagem e crueldade que são características de crianças e adolescentes (mas isso é assunto pra outro post).
Pura balela pra enriquecer psicólogos. Sigo fielmente minhas superstições e sou bem feliz com elas.

Ahh… a prova de hoje? Melhor, impossível. Até porque hoje é dia 21 de junho. E foi em 21 de junho de 1989 o tal primeiro título alvinegro que assisti. E o professor de hoje era rubronegro. Não tinha como dar errado. Mais uma vitória Botafoguense.

O meu “Rio”

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Ontem eu estava lendo a coluna do Matheus Souza na Megazine (sabem como é… a leitura de um jornal pode demorar uma semana devido à sua localização estratégica: o banheiro) e ele enumerou algumas coisas que são marcantes no Rio de Janeiro, na sua opinião, por conta da estreia do filme “Rio”. O colunista passou longe dos clichês, fez uma lista bem pessoal. Achei a ideia legal e estou xepando descaradamente pra cá.

Ah, vale dizer que ainda não vi o filme, então, apesar de saber algumas coisas que aparecem na história, vou falar de coisas bem pessoais que podem, ou não, aparecer também no filme.

Voltar da Zona Sul pela Enseada de Botafogo:
Costumava fazer isso na época que a Bunker ainda existia. Apesar de boite ficar em Copacabana e a forma mais rápida de voltar pra Ilha do Governador ser a Linha Vermelha, era normal o motorista da rodada voltar pela Enseada, só por causa da vista. Muito melhor dar de cara com o Pão de Açúcar do que com os prédios do Rio Comprido depois do Rebouças.

A Bunker:
Todo mundo teve um lugar preferido pra sair à noite. O meu (e de muitos amigos) foi a Bunker.
Não tinha mistério. Sexta-feira era quase obrigatório ir lá. Podia não ter dado tempo de marcar nada com ninguém. Não precisava. Todo mundo sabia que, por volta das 10 da noite, os mesmos amigos estariam no boteco ao lado (histórico Bem Estar II) ingerindo bebidas de procedência duvidosa antes de entrar na casa. Como era bom sair com míseras 30 pratas, gastar 10 de entrada e usar o resto apenas pra consumir.
Atualmente o lugar virou Lojas Americanas. E toda vez que passo por lá lembro das sextas-feiras na porta da boite.

Passar pela ponte da Ilha voltando de viagem:
Quem mora na Ilha vai entender. A gente fala mal, xinga, diz que quer sair daqui… mas voltar pra Ilha após uma viagem é uma experiência única. Morar num bairro que é delimitado por uma ponte tem suas particularidades e essa é uma delas. Só de passar pela ponte já dá aquela sensação de “tô em casa”. Mesmo pra quem mora no fim do bairro, como eu. O clima aqui é diferente, já que tem água por todos os lados. Sempre que chego de viagem está agradável, um ventinho maneiro. A sensação é inexplicável e boa.

Carnaval/réveillon/qualquer época em Cabo Frio:
“Ah, não é na capital”. Foda-se a lista é minha. Os melhores carnavais da minha vida foram em Cabo Frio. Cabofa, pros chegados. Viradas de ano, feriados em geral ou só uma ida pra lá sem ser alguma data especial. Desde pequeno sempre gostei muito da cidade. Búzios e Angra podem ter aquele glamour global em torno delas, mas Cabo Frio vai ser sempre Cabo Frio.

Lapa:
Além da Bunker, outro lugar que sempre fez parte das opções de noite foi a Lapa. Nada pra fazer? Nenhuma festa legal? Tá duro pra boite? Vai pra Lapa, ficar andando pela rua, comprando cerveja na tia do isopor, vendo as pessoas passando ou, há tempos atrás, indo pro escadão. A possibilidade de encontrar alguém conhecido é enorme. Sobretudo se você conhecer o Mirrela.

A beleza do Centro do Rio:
Quando era pequeno ouvi alguém falando isso e achei um absurdo. Não tinha como ser diferente: pra uma criança o Centro era apenas um lugar caótico, onde as pessoas trabalhavam e andavam esbarrando umas nas outras.
Depois de mais velho eu comecei a reparar como aquele lugar é absurdamente interessante. Seja pela quantidade enorme de mulher bonita que anda por lá, principalmente no horário do almoço, ou apenas por todo o ambiente local. A arquitetura clássica e moderna juntas, a correria das pessoas, os tipos únicos da Cinelândia, o Theatro Municipal. E já se deram ao trabalho de prestar atenção no Centro com ele vazio, nos finais de semana? Não tem nada igual.

As praias vazias:
Posto 9 tem o seu charme, a cada ano tem um lugar da moda diferente em Ipanema, Arpoador é o pico do surf, Leblon e Barra teu suas pseudo-celebs… mas eu gosto é de praia sem tumulto. O meio do Recreio, onde não tem nem quiosque, a Prainha ou Grumari são as melhores praias do Rio de Janeiro. Sem bebê chorando, areia voando na sua cara e só o barulho do mar. Terapia de relaxamento.

Podrão:
Isso é, praticamente, uma instituição carioca. Os da Lapa são clássicos. O coroa da van perto do Empório (que ficava em frente ao Luizinho, que vendia cerveja no seu carro) e aquele em frente ao Ballroom (é, Ballroom… vários domingos comendo podrão caro e esperando pelos shows que sempre atrasavam). Hoje há uma podrãonização… qualquer lugar tem uma barraquinha. Mas eu não tenho mais comido tanto assim na rua, então não dá pra eleger o melhor.

Reclamar da cena cultural da cidade:
Por quê? Porque ela realmente é vergonhosa.
Ok, “vergonhosa” talvez seja exagero, mas que podia ser BEM melhor, podia…

Minhas impressões sobre o doente de Realengo

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Acho que já deu pra entender o que eu acho do cara, né? Retardado, doente, pino-frouxo, maluco, 22 e qualquer outro sinônimo/adjetivo do gênero.

Como já falei em algumas conversas e até no twitter, casos como esse que ocorreu aqui no Rio não me chocam mais. Me deixam puto, fico triste pelas vítimas e suas famílias. Mas chocar não. Longe disso.

O que me impressionou realmente foram algumas opiniões emitidas por pessoas bem criadas, que certamente estudaram em colégios de medianos pra bons e que, mesmo assim, proferiram algumas diarreias na forma de palavras. Discriminação, preconceito, ódio desmedido, vingança… sentimentos bastante reprováveis no ser humano e que, num primeiro momento, até seriam compreensíveis num caso desses. Mas após os ânimos acalmados e em conversas civilizadas, algumas opiniões deveriam ser repensadas. Não foram.

Li/ouvi sobre pena de morte, proibição de venda de armas para civis (e o referendo de 2005 foi citado inúmeras vezes). guerra urbana, violência no Rio de Janeiro, desnível social…

Não quero dizer, com isso, que considero ele uma vítima da sociedade. Uma vítima, talvez. Mas não da sociedade. Esse termo, por sinal, me irrita bastante. Na maior parte das vezes ele é utilizado de forma errada, pra justificar um erro cometido por algum hijodeputa criminoso, mas que os direitos humanos protegem. Como no caso do ônibus 174.
No caso de Realengo o cara era um doente mental. Um doente que não foi tratado quando pequeno, que era filho de uma mãe esquizofrênica, que era humilhado na escola (e bullying pra mim é outra palhaçada, mas isso é assunto pra outro post. apenas digo que, dessa vez, ele influencia sim), rejeitado, não tinha amigos, era feio pra burro, ignorado pelas meninas e fanático religioso. Só podia dar merda, né?

Quando pequeno eu era a favor da pena de morte. Agora a única coisa que me ocorre é: quem sou eu – ou qualquer outro – pra decidir quem vive ou morre? Não falo isso pelo aspecto religioso. Quem é mais próximo a mim sabe que isso não se aplica à minha pessoa. Mas por mais que um crime tenha sido cometido e nele uma vida tenha sido tirada, quem somos nós pra decidir que essa pessoa deve morrer? Decidir que a mãe dessa pessoa deixará de ter seu filho vivo, ainda que preso? Que sua esposa ficará viúva e que seus filhos serão órfãos de pai? Não deve ser uma responsabilidade legal de se carregar nas costas.

Quanto à questão das armas, ele arranjaria de qualquer jeito. Ele não foi numa loja e comprou com nota fiscal. Ele não fez curso de tiro e nem tem porte (até porque não seria aprovado no psicotécnico). Tráfico de armas existe pra isso. Mercado negro, de qualquer mercadoria, existe desde que o comércio foi inventado. E ainda que não arranjasse armas de fogo, usaria facas, machadinhas, faria uma bomba a partir de pesquisas na internet…

No caso desse Wellington o ódio dele era contra os “impuros”. As meninas que não davam atenção pra ele, e que na mente deturpada dele eram vagabundas impuras, foram as principais vítimas. Na verdade o que mais chocou a todos foi o fato de serem crianças. A loucura dele podia ser outra. Podia ser contra garis que não limpavam direito a rua dele quando pequeno. Contra médicos por não terem salvo a vida de algum parente em algum momento da vida dele. Ou podia ser apenas contra tudo e todos e ele andaria em plena avenida Rio Branco largando o prego em todo mundo.

Desnível social? Guerra urbana? Não, gente… a questão é muito diferente dessa. Não foi um ato ocasionado por um problema geral. Era um problema específico de uma única pessoa.

Dizer que pessoas como ele merecem a morte, antes mesmo de qualquer ato hostil, é de uma ignorância enorme. E de uma injustiça enorme também. Se ficasse vivo merecia ser condenado. Pelas leis. Não pelo povo. Acabaria sendo linchado, o que eu também consideraria errado.

Enfim… foi um fato terrível, que todos gostariam que fosse evitado. Ao mesmo tempo foi um fato imprevisível.
Caso o problema do Wellington viesse sendo tratado desde a sua infância, acredito que nada disso teria acontecido. Se nós, humanos “sãos”, já somos passíveis de atitudes horríveis em momentos de pressão, imaginem doentes que nunca foram tratados nem nunca tiveram a devida atenção. Isso sem contar que problemas mentais podem ocorrer com qualquer um. Comigo. Com você. Com seu irmão. Até com o Sunda.

Não sei se me fiz entender muito bem, se as ideias estão bem expostas. Só fiquei bastante incomodado com algumas coisas que li (até de pessoas próximas) e que me fazem acreditar que pode haver outros Hitlers por aí.

No final das contas, se analisarmos friamente, foi tudo uma grande fatalidade.

E lá se foi o primeiro trimestre

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Altamente batido falar que o ano está passando voando. Na verdade isso acontece cada vez mais, a partir do momento que a gente faz 18 anos e essa impressão só piora com o tempo. Parece que essa idade, 18 anos, faz as coisas girarem de uma forma diferente, mais acelerada. O que a gente não percebe (ok, percebe, mas deve ser melhor pensar de outra forma) e que é quando as responsabilidades realmente passam a existir. Faculdade, estágio, trabalho, contas, cartão de crédito, imposto de renda, vida adulta…. às vezes eu até acho graça da minha irmã (17 anos) reclamando da vida. Na idade dela eu só queria saber de passar de ano e tava começando a sair pra noitada…

Enfim, não sou adepto daquelas crenças de final/começo de ano. Achar que as coisas irão mudar, que tudo será diferente e melhor, que se eu usar determinada cor no réveillon terei mais dinheiro (até porque eu sou daltônico… fatalmente escolheria a cor errada). Particularmente acho que é apenas um número diferente no final do calendário. Vale pela festa com os amigos e só. Mas até que eu não tenho do que reclamar desse tal de 2011.

O primeiro trimestre foi muito bom. Tudo bem que eu já comecei o ano fazendo uma bela cagada logo nas primeiras semanas, mas, fazer o que? Acontece…

Tirando isso as coisas estão indo bem. Faculdade nova, que dessa vez será terminada. Há pouco tempo li uma amiga falando algo sobre ter escolhido uma carreira meio tarde e é exatamente por isso que estou passando. Fiquei mais tempo do que deveria trabalhando no negócio da família (assunto que gerará outro post, já que voltei pra lá porque entendo bem daquilo e sei que posso ajudar, mas é de comum acordo que o foco é crescer em outro lugar), mas agora estou empolgado com o que escolhi pra minha vida. A faculdade está no começo, mas passa rápido e considero que venho tirando bastante coisa proveitosa. Além disso, após muito conversar, o blog coletivo com mais dois amigos saiu do papel. Entre idas e vindas eu tenho blog pessoal há uns 10 anos, mas sempre achei que algumas coisas ficariam soltas demais aqui. Sempre achei que seria legal reunir tudo num lugar só com outros amigos que tenham gostos em comum, e é isso que estamos buscando nesse blog (coisa que já havia acontecido em outros projetos, mas que acabaram por motivos alheios à minha vontade). Nem sempre sobra tempo, mas vamos nos adequando e dando a atenção que o blog merece.
Outra parada legal foi o carnaval desse ano. Eu e o resto da corja passamos carnaval juntos desde 2001, então logicamente esse ano seria especial por completar uma década. Deu um trabalho do cacete, porque foi todo organizado em cima da hora, mas valeu a pena. Dez dias numa casa com piscina, churrasqueira e campo de futebol. Quase não meti a cara na rua. A não ser pra comprar mais cerveja quando acabava.

Agora é trabalhar pra progredir no resto do ano. Arranjar um estágio/emprego e colocar uma ou outra coisa que estejam fora do lugar na sua devida ordem. Disposição não falta.

2011? Que nada… 2020 é logo ali!

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Estava lendo a Revista Trip de novembro (pois é, minhas leituras estão bastante acumuladas), e me deparei com uma matéria bastante interessante. Falava sobre cultura e como, nos últimos anos, mudou a forma dela ser difundida. Se antes era uma coisa distante entre os meios e o público, agora é muito mais dinâmico, por conta da colaboração desse público.

O que mais me chamou atenção, na verdade, não foi isso. A revista pediu pra alguns leitores escreverem cartas para si mesmos ou para outras pessoas para serem lidas em 2020. Tinha de tudo. De uma mulher na faixa dos 30 anos, falando como é difícil ser bem resolvida perante à sociedade, a uma menina de 22 demonstrando uma certa insegurança e imaturidade normais na idade. De uma mãe, cadeirante, querendo um mundo mais justo e sem preconceitos para os filhos crescerem, até um casal romântico na dúvida se, daqui a 10 anos, o romantismo ainda existirá.

Eu, particularmente, já passei da idade de achar que 10 anos é muito tempo.

 

Há um tempo atrás, num desses memes da internet (que na época nem era chamado assim… era só uma versão digital do “caderno de perguntas” da 6ª série), havia uma pergunta do gênero. “Onde você se vê daqui a 10 anos?” Eu nunca sabia responder. Sempre respondia “sei lá!”. Achava muito subjetivo… quase um exercício de imaginação. Continuo pensando desse jeito, mas a algumas conclusões dá pra chegar.

O consenso entre todas as cartas dos leitores da revista, era estar feliz. Por isso que eu digo que é meio vago pensar uma coisa dessas. Não é meio óbvio que se queira estar feliz? Sei lá, pelo menos eu acho. Todo mundo fala o óbvio quando recebe uma pergunta dessas. “Quero estar feliz, num bom emprego, constituindo minha família e rodeado de amigos e familiares.” Porra, jura? Maneiro, você e todo mundo que não ouve NX Zero quer isso.

 

Pretendo estar casado, por exemplo. Ok, talvez não casaaaaado da forma tradicional. Mas quero estar com uma menina maneira construindo algo pra um futuro melhor ainda. Às vezes parece brega falar isso. Homem tem que ter sempre fama de desprendido dessas coisas, eterno solteiro, fanfarrão. Acho que até uns 23.. 25 anos isso é até legal. Faz parte do processo. Agora, com 28, acho que não faz o menor sentido ter essa postura (que eu nunca tive, diga-se de passagem). Ter com quem partilhar as coisas é sensacional.

Acredito demais no presente. Fazer as coisas agora pra, futuramente, desfrutar da ralação desgraçada que é todo começo de carreira. Até porque se eu não acreditasse nisso, não estaria optando por uma área totalmente diferente da que eu já havia começado. Como diria Muricy Ramalho, “aqui é trabalho” (ê trocadilho horroroso). E, pela minha projeção, os próximos 5 anos serão de investimento e ralação puras. Aí sim, quando o futuro virar presente, eu me preocupo com ele.

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