“Última prova feita. Hora de fazer a barba. O que, claramente, era uma superstição. Mas só fará sentido a Botafoguenses mais fervorosos.“
Tuitei isso há pouco e me surpreendi com a quantidade de pessoas que brincaram, dizendo que superstição era besteira. Acreditem, não é.
A grande verdade é que a superstição acompanha a vida de um Botafoguense desde que ele nasce. Esse é um dos motivos pra eu repetir inúmeras vezes a frase “Você não escolhe ser Botafogo. O Botafogo escolhe você“. É um clube carregado de superstições, desde a entrar com um cachorro preto-e-branco em campo (o famoso Biriba) até a mandar o motorista do ônibus entrar de ré no Maracanã. Isso tudo porque, quando esses fatos ocorreram a primeira vez – totalmente por acaso – o time saiu vitorioso.
Mas esse não é um post sobre futebol. Ele estará presente, claro, mas é mais pra falar de alguns desses rituais de sorte.
O da prova por exemplo. Minhas provas na faculdade começaram semana passada e fui bem em todas. Apenas em uma matéria precisei fazer a terceira avaliação (por ter perdido a primeira). Então, como os resultados nas outras foi positivo, não tinha porque mudar o visual. Não que eu tenha ido todos os dias com a mesma roupa, por exemplo, mas a barba é uma característica marcante minha e que carrego há anos. Abracei, nesse caso, como um amuleto até o fim das provas.
Outra coisa foi a caneta usada. Todas as provas foram com a mesma caneta. Nas primeiras avaliações do semestre fiz apenas uma prova com uma caneta diferente. Resultado: a nota mais baixa entre todas. Melhor voltar pra caneta tradicional. Mas pro próximo semestre é bom trocar. Semestre novo, matérias novas… caneta nova. Até pra não correr o risco da atual acabar durante o período.
No futebol é que a coisa se agrava. Os primeiros títulos que vi do Botafogo (bicampeonato Estadual de 89 e 90) eu estava sentado na sala de casa, no mesmo lado do sofá. Inicialmente foi coincidência. Passou a ser ritual quando, em 1992, perdemos o Brasileiro pro clube da beira da Lagoa (é bom evitar o nome). Por outro lado, em 1993, ganhamos a Conmebol e em 1994 o Brasil ganhou a Copa do Mundo depois de 24 anos. Adivinhem só em qual assento do sofá eu estava?
Quando vejo jogos no quarto também sigo alguns passos básicos. Sentado no mesmo lugar da cama, com algo do Botafogo nas mãos ou no colo (camisa, almofada, bandeira… qualquer parada). E ninguém entra no quarto. No estádio gosto sempre de ir sempre mais ou menos no mesmo lugar.
Também acompanho futebol europeu. O Real Madrid é a maior paixão por aquelas bandas e não podia ficar de fora. Portanto antes de cada jogo ouço o hino do clube três vezes e quando o jogo termina ouço mais três. Em jogos de durante a semana, que estou no trabalho, isso nem sempre é possível. Mas eu tento, ainda que não assista o jogo.
Muita gente chama isso de TOC. Eu discordo.
Hoje, na verdade, tudo é TOC. Não existem mais manias ou superstições; Tudo e bullying. Não existe mais a filhadaputagem e crueldade que são características de crianças e adolescentes (mas isso é assunto pra outro post).
Pura balela pra enriquecer psicólogos. Sigo fielmente minhas superstições e sou bem feliz com elas.
Ahh… a prova de hoje? Melhor, impossível. Até porque hoje é dia 21 de junho. E foi em 21 de junho de 1989 o tal primeiro título alvinegro que assisti. E o professor de hoje era rubronegro. Não tinha como dar errado. Mais uma vitória Botafoguense.



jun 22, 2011 @ 00:35:26
toc certamente :p