Phoenix, Pavement e Smashing Pumpkins.
Uma lançou o melhor disco do ano passado, na minha opinião (Wolfgang Amadeus Phoenix), e as outras duas fizeram com que eu voltasse bonito pra 1993… 1994….. fortes responsáveis pela minha formação musical. Billy Corgan mandando bem como sempre. E a galera que ele recrutou pra tocar junto, toca DEMAIS. Me arrisco a dizer que são até melhores que a banda original.
O show do Phoenix foi extremamente correto. Ao contrário do que li na net, achei o show muito bom. Bastante semelhante a todas as apresentações deles ao redor do mundo. A banda não faz firulas, não fala muito com o público, mas dá o recado da melhor forma possível. Tecnicamente ótimos, bastante fiéis ao estúdio. Alguns improvisos malas por parte dos guitarristas, mas nada que afetasse o que vinha sendo feito. E o vocalista Thomas Mars sendo carregado pela plateia foi bem legal.
Pavement tocou “apenas” 22 músicas, começando com um clássico (Gold Soundz) e fechando com outro (Here). Com direito a vários outros no meio do caminho. Pouca coisa, né?
Guitarras distorcidas, som alto, no talo, muita “barulheira”. Tudo como boa cartilha do rock alternativo do começo dos anos 90 manda. Tempos que a MTV passava muita música boa e eu era o ET do colégio porque ouvia rock (salve o ‘Lado B’, do Reverendo Fábio Massari) enquanto quase todos só ouviam funk/pagode.
Stephen Malkmus deve ter comentado com o resto da banda “ae, rapêize, aquele careca escroto vai tocar depois…. vejamos se ele consegue nos superar”. Se a ideia foi se divertir tocando tudo que sabem e dar trabalho pro Smashing Pumpkins, conseguiram. E conseguiram MUITO bem.
Aí veio a banda do “careca escroto”.
Smashing Pumpkins foi realmente voltar à adolescência. Na primeira passagem deles pelo Brasil, eu era pirralho e não pude ver. Fiquei em casa puto, querendo estar na Apoteose. A espera valeu a pena.
Billy Corgan, se ligando no show anterior, deve ter falado pros companheiros “criançada, temos de fazer melhor”. E fizeram.
Muita gente reclamou que o show foi chato, que o Billy Corgan não empolga. Não dá pra esperar que um cara que escreveu 1979 corra e pule como um Bruce Dickinson da vida. Show errado, galera. Ele foi o que ele sempre foi e não há nada de errado nisso. Alguns clássicos, músicas novas e, como já disse, uma banda MUITO boa. Destaque para a baixista gata e competente e pro batera com cara de recém saído do 2º grau, fã de Daniel Larusso.
Voltando à polêmica da “falta de hits”, a coisa mais chata pra uma banda é não poder tocar músicas novas. E o que o povo daqui mais reclama, é quando vem uma banda com anos de carreira e eles não privilegiam os clássicos no setlist. O grande problema é que essas bandas não tocam aqui com a mesma frequência que lá fora, então fica quase como obrigação alterar o setlist pra shows em território brasileiro.
Não vejo o menor problema no que o Smashing Pumpkins fez. Algumas músicas que eu queria ouvir ficaram de fora, mas compensaram isso com vontade e competência. Um showzaço.
Ahh, também vi Mombojó, que adoro e nunca tinha visto ao vivo. Gostei bastante do show deles. Quero ver novamente num lugar menor, tipo o Circo Voador.
Agora falando do festival em si…
Um banho no SWU. Em todos os aspectos.
O Planeta Terra acontece num local muito bem localizado. Até pra quem não é de São Paulo, como eu, é fácil de chegar. Disseram até que rolava um esquema de traslado do terminal Barra Funda do metrô (algo assim) até o Playcenter. Não sabia com antecedência, então fui de táxi mesmo.
Evento bem organizado, bem estruturado, som perfeito, sem toda aquela propaganda megalômana do SWU. Não precisaram da desculpa fake da “sustentabilidade”. Além de pessoas da organização dando informações a todo momento e em todo lugar. Facilidade pra pegar cerveja e comprar tickets de bebida e comida. Quando alguns amigos foram lanchar, a fila estava grande, mas organizada. O atendimento até que foi rápido.
Ah, e os brinquedos do Playcenter liberados são uma diversão a mais. Pra quem é menos cagão do que eu, claro.
Um dia pra entrar pra história. Pra minha história, pelo menos.



nov 22, 2010 @ 14:55:51
Me surpreendi com Pavement. Smashing foi sensacional, nego acha que todo show tem que ser dançante, empolgante. Falei com a raquel que saí do show “meio triste” e isso é ótimo vindo de um show deles! Entrei completamente no clima sombrio – na minha opinião – que eles passam em certos momentos, isso é fantástico.
E comparar o planeta terra com swu é covardia… hehehe
Que venha o rock’n rio!
planeta terra: considerações e agradecimentos
nov 23, 2010 @ 17:08:46
nov 23, 2010 @ 17:23:23
concordo com vc em gênero, número e grau.
sp foi lindo, eu assistiria mais umas duas horas de show fácil!