Pé de pato, mangalô, trêis veiz!

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Última prova feita. Hora de fazer a barba. O que, claramente, era uma superstição. Mas só fará sentido a Botafoguenses mais fervorosos.

Tuitei isso há pouco e me surpreendi com a quantidade de pessoas que brincaram, dizendo que superstição era besteira. Acreditem, não é.

A grande verdade é que a superstição acompanha a vida de um Botafoguense desde que ele nasce. Esse é um dos motivos pra eu repetir inúmeras vezes a frase “Você não escolhe ser Botafogo. O Botafogo escolhe você“. É um clube carregado de superstições, desde a entrar com um cachorro preto-e-branco em campo (o famoso Biriba) até a mandar o motorista do ônibus entrar de ré no Maracanã. Isso tudo porque, quando esses fatos ocorreram a primeira vez – totalmente por acaso – o time saiu vitorioso.

Mas esse não é um post sobre futebol. Ele estará presente, claro, mas é mais pra falar de alguns desses rituais de sorte.

O da prova por exemplo. Minhas provas na faculdade começaram semana passada e fui bem em todas. Apenas em uma matéria precisei fazer a terceira avaliação (por ter perdido a primeira). Então, como os resultados nas outras foi positivo, não tinha porque mudar o visual. Não que eu tenha ido todos os dias com a mesma roupa, por exemplo, mas a barba é uma característica marcante minha e que carrego há anos. Abracei, nesse caso, como um amuleto até o fim das provas.
Outra coisa foi a caneta usada. Todas as provas foram com a mesma caneta. Nas primeiras avaliações do semestre fiz apenas uma prova com uma caneta diferente. Resultado: a nota mais baixa entre todas. Melhor voltar pra caneta tradicional. Mas pro próximo semestre é bom trocar. Semestre novo, matérias novas… caneta nova. Até pra não correr o risco da atual acabar durante o período.

No futebol é que a coisa se agrava. Os primeiros títulos que vi do Botafogo (bicampeonato Estadual de 89 e 90) eu estava sentado na sala de casa, no mesmo lado do sofá. Inicialmente foi coincidência. Passou a ser ritual quando, em 1992, perdemos o Brasileiro pro clube da beira da Lagoa (é bom evitar o nome). Por outro lado, em 1993, ganhamos a Conmebol e em 1994 o Brasil ganhou a Copa do Mundo depois de 24 anos. Adivinhem só em qual assento do sofá eu estava?
Quando vejo jogos no quarto também sigo alguns passos básicos. Sentado no mesmo lugar da cama, com algo do Botafogo nas mãos ou no colo (camisa, almofada, bandeira… qualquer parada). E ninguém entra no quarto. No estádio gosto sempre de ir sempre mais ou menos no mesmo lugar.

Também acompanho futebol europeu. O Real Madrid é a maior paixão por aquelas bandas e não podia ficar de fora. Portanto antes de cada jogo ouço o hino do clube três vezes e quando o jogo termina ouço mais três. Em jogos de durante a semana, que estou no trabalho, isso nem sempre é possível. Mas eu tento, ainda que não assista o jogo.

Muita gente chama isso de TOC. Eu discordo.
Hoje, na verdade, tudo é TOC. Não existem mais manias ou superstições; Tudo e bullying. Não existe mais a filhadaputagem e crueldade que são características de crianças e adolescentes (mas isso é assunto pra outro post).
Pura balela pra enriquecer psicólogos. Sigo fielmente minhas superstições e sou bem feliz com elas.

Ahh… a prova de hoje? Melhor, impossível. Até porque hoje é dia 21 de junho. E foi em 21 de junho de 1989 o tal primeiro título alvinegro que assisti. E o professor de hoje era rubronegro. Não tinha como dar errado. Mais uma vitória Botafoguense.

O meu “Rio”

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Ontem eu estava lendo a coluna do Matheus Souza na Megazine (sabem como é… a leitura de um jornal pode demorar uma semana devido à sua localização estratégica: o banheiro) e ele enumerou algumas coisas que são marcantes no Rio de Janeiro, na sua opinião, por conta da estreia do filme “Rio”. O colunista passou longe dos clichês, fez uma lista bem pessoal. Achei a ideia legal e estou xepando descaradamente pra cá.

Ah, vale dizer que ainda não vi o filme, então, apesar de saber algumas coisas que aparecem na história, vou falar de coisas bem pessoais que podem, ou não, aparecer também no filme.

Voltar da Zona Sul pela Enseada de Botafogo:
Costumava fazer isso na época que a Bunker ainda existia. Apesar de boite ficar em Copacabana e a forma mais rápida de voltar pra Ilha do Governador ser a Linha Vermelha, era normal o motorista da rodada voltar pela Enseada, só por causa da vista. Muito melhor dar de cara com o Pão de Açúcar do que com os prédios do Rio Comprido depois do Rebouças.

A Bunker:
Todo mundo teve um lugar preferido pra sair à noite. O meu (e de muitos amigos) foi a Bunker.
Não tinha mistério. Sexta-feira era quase obrigatório ir lá. Podia não ter dado tempo de marcar nada com ninguém. Não precisava. Todo mundo sabia que, por volta das 10 da noite, os mesmos amigos estariam no boteco ao lado (histórico Bem Estar II) ingerindo bebidas de procedência duvidosa antes de entrar na casa. Como era bom sair com míseras 30 pratas, gastar 10 de entrada e usar o resto apenas pra consumir.
Atualmente o lugar virou Lojas Americanas. E toda vez que passo por lá lembro das sextas-feiras na porta da boite.

Passar pela ponte da Ilha voltando de viagem:
Quem mora na Ilha vai entender. A gente fala mal, xinga, diz que quer sair daqui… mas voltar pra Ilha após uma viagem é uma experiência única. Morar num bairro que é delimitado por uma ponte tem suas particularidades e essa é uma delas. Só de passar pela ponte já dá aquela sensação de “tô em casa”. Mesmo pra quem mora no fim do bairro, como eu. O clima aqui é diferente, já que tem água por todos os lados. Sempre que chego de viagem está agradável, um ventinho maneiro. A sensação é inexplicável e boa.

Carnaval/réveillon/qualquer época em Cabo Frio:
“Ah, não é na capital”. Foda-se a lista é minha. Os melhores carnavais da minha vida foram em Cabo Frio. Cabofa, pros chegados. Viradas de ano, feriados em geral ou só uma ida pra lá sem ser alguma data especial. Desde pequeno sempre gostei muito da cidade. Búzios e Angra podem ter aquele glamour global em torno delas, mas Cabo Frio vai ser sempre Cabo Frio.

Lapa:
Além da Bunker, outro lugar que sempre fez parte das opções de noite foi a Lapa. Nada pra fazer? Nenhuma festa legal? Tá duro pra boite? Vai pra Lapa, ficar andando pela rua, comprando cerveja na tia do isopor, vendo as pessoas passando ou, há tempos atrás, indo pro escadão. A possibilidade de encontrar alguém conhecido é enorme. Sobretudo se você conhecer o Mirrela.

A beleza do Centro do Rio:
Quando era pequeno ouvi alguém falando isso e achei um absurdo. Não tinha como ser diferente: pra uma criança o Centro era apenas um lugar caótico, onde as pessoas trabalhavam e andavam esbarrando umas nas outras.
Depois de mais velho eu comecei a reparar como aquele lugar é absurdamente interessante. Seja pela quantidade enorme de mulher bonita que anda por lá, principalmente no horário do almoço, ou apenas por todo o ambiente local. A arquitetura clássica e moderna juntas, a correria das pessoas, os tipos únicos da Cinelândia, o Theatro Municipal. E já se deram ao trabalho de prestar atenção no Centro com ele vazio, nos finais de semana? Não tem nada igual.

As praias vazias:
Posto 9 tem o seu charme, a cada ano tem um lugar da moda diferente em Ipanema, Arpoador é o pico do surf, Leblon e Barra teu suas pseudo-celebs… mas eu gosto é de praia sem tumulto. O meio do Recreio, onde não tem nem quiosque, a Prainha ou Grumari são as melhores praias do Rio de Janeiro. Sem bebê chorando, areia voando na sua cara e só o barulho do mar. Terapia de relaxamento.

Podrão:
Isso é, praticamente, uma instituição carioca. Os da Lapa são clássicos. O coroa da van perto do Empório (que ficava em frente ao Luizinho, que vendia cerveja no seu carro) e aquele em frente ao Ballroom (é, Ballroom… vários domingos comendo podrão caro e esperando pelos shows que sempre atrasavam). Hoje há uma podrãonização… qualquer lugar tem uma barraquinha. Mas eu não tenho mais comido tanto assim na rua, então não dá pra eleger o melhor.

Reclamar da cena cultural da cidade:
Por quê? Porque ela realmente é vergonhosa.
Ok, “vergonhosa” talvez seja exagero, mas que podia ser BEM melhor, podia…

Minhas impressões sobre o doente de Realengo

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Acho que já deu pra entender o que eu acho do cara, né? Retardado, doente, pino-frouxo, maluco, 22 e qualquer outro sinônimo/adjetivo do gênero.

Como já falei em algumas conversas e até no twitter, casos como esse que ocorreu aqui no Rio não me chocam mais. Me deixam puto, fico triste pelas vítimas e suas famílias. Mas chocar não. Longe disso.

O que me impressionou realmente foram algumas opiniões emitidas por pessoas bem criadas, que certamente estudaram em colégios de medianos pra bons e que, mesmo assim, proferiram algumas diarreias na forma de palavras. Discriminação, preconceito, ódio desmedido, vingança… sentimentos bastante reprováveis no ser humano e que, num primeiro momento, até seriam compreensíveis num caso desses. Mas após os ânimos acalmados e em conversas civilizadas, algumas opiniões deveriam ser repensadas. Não foram.

Li/ouvi sobre pena de morte, proibição de venda de armas para civis (e o referendo de 2005 foi citado inúmeras vezes). guerra urbana, violência no Rio de Janeiro, desnível social…

Não quero dizer, com isso, que considero ele uma vítima da sociedade. Uma vítima, talvez. Mas não da sociedade. Esse termo, por sinal, me irrita bastante. Na maior parte das vezes ele é utilizado de forma errada, pra justificar um erro cometido por algum hijodeputa criminoso, mas que os direitos humanos protegem. Como no caso do ônibus 174.
No caso de Realengo o cara era um doente mental. Um doente que não foi tratado quando pequeno, que era filho de uma mãe esquizofrênica, que era humilhado na escola (e bullying pra mim é outra palhaçada, mas isso é assunto pra outro post. apenas digo que, dessa vez, ele influencia sim), rejeitado, não tinha amigos, era feio pra burro, ignorado pelas meninas e fanático religioso. Só podia dar merda, né?

Quando pequeno eu era a favor da pena de morte. Agora a única coisa que me ocorre é: quem sou eu – ou qualquer outro – pra decidir quem vive ou morre? Não falo isso pelo aspecto religioso. Quem é mais próximo a mim sabe que isso não se aplica à minha pessoa. Mas por mais que um crime tenha sido cometido e nele uma vida tenha sido tirada, quem somos nós pra decidir que essa pessoa deve morrer? Decidir que a mãe dessa pessoa deixará de ter seu filho vivo, ainda que preso? Que sua esposa ficará viúva e que seus filhos serão órfãos de pai? Não deve ser uma responsabilidade legal de se carregar nas costas.

Quanto à questão das armas, ele arranjaria de qualquer jeito. Ele não foi numa loja e comprou com nota fiscal. Ele não fez curso de tiro e nem tem porte (até porque não seria aprovado no psicotécnico). Tráfico de armas existe pra isso. Mercado negro, de qualquer mercadoria, existe desde que o comércio foi inventado. E ainda que não arranjasse armas de fogo, usaria facas, machadinhas, faria uma bomba a partir de pesquisas na internet…

No caso desse Wellington o ódio dele era contra os “impuros”. As meninas que não davam atenção pra ele, e que na mente deturpada dele eram vagabundas impuras, foram as principais vítimas. Na verdade o que mais chocou a todos foi o fato de serem crianças. A loucura dele podia ser outra. Podia ser contra garis que não limpavam direito a rua dele quando pequeno. Contra médicos por não terem salvo a vida de algum parente em algum momento da vida dele. Ou podia ser apenas contra tudo e todos e ele andaria em plena avenida Rio Branco largando o prego em todo mundo.

Desnível social? Guerra urbana? Não, gente… a questão é muito diferente dessa. Não foi um ato ocasionado por um problema geral. Era um problema específico de uma única pessoa.

Dizer que pessoas como ele merecem a morte, antes mesmo de qualquer ato hostil, é de uma ignorância enorme. E de uma injustiça enorme também. Se ficasse vivo merecia ser condenado. Pelas leis. Não pelo povo. Acabaria sendo linchado, o que eu também consideraria errado.

Enfim… foi um fato terrível, que todos gostariam que fosse evitado. Ao mesmo tempo foi um fato imprevisível.
Caso o problema do Wellington viesse sendo tratado desde a sua infância, acredito que nada disso teria acontecido. Se nós, humanos “sãos”, já somos passíveis de atitudes horríveis em momentos de pressão, imaginem doentes que nunca foram tratados nem nunca tiveram a devida atenção. Isso sem contar que problemas mentais podem ocorrer com qualquer um. Comigo. Com você. Com seu irmão. Até com o Sunda.

Não sei se me fiz entender muito bem, se as ideias estão bem expostas. Só fiquei bastante incomodado com algumas coisas que li (até de pessoas próximas) e que me fazem acreditar que pode haver outros Hitlers por aí.

No final das contas, se analisarmos friamente, foi tudo uma grande fatalidade.

E lá se foi o primeiro trimestre

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Altamente batido falar que o ano está passando voando. Na verdade isso acontece cada vez mais, a partir do momento que a gente faz 18 anos e essa impressão só piora com o tempo. Parece que essa idade, 18 anos, faz as coisas girarem de uma forma diferente, mais acelerada. O que a gente não percebe (ok, percebe, mas deve ser melhor pensar de outra forma) e que é quando as responsabilidades realmente passam a existir. Faculdade, estágio, trabalho, contas, cartão de crédito, imposto de renda, vida adulta…. às vezes eu até acho graça da minha irmã (17 anos) reclamando da vida. Na idade dela eu só queria saber de passar de ano e tava começando a sair pra noitada…

Enfim, não sou adepto daquelas crenças de final/começo de ano. Achar que as coisas irão mudar, que tudo será diferente e melhor, que se eu usar determinada cor no réveillon terei mais dinheiro (até porque eu sou daltônico… fatalmente escolheria a cor errada). Particularmente acho que é apenas um número diferente no final do calendário. Vale pela festa com os amigos e só. Mas até que eu não tenho do que reclamar desse tal de 2011.

O primeiro trimestre foi muito bom. Tudo bem que eu já comecei o ano fazendo uma bela cagada logo nas primeiras semanas, mas, fazer o que? Acontece…

Tirando isso as coisas estão indo bem. Faculdade nova, que dessa vez será terminada. Há pouco tempo li uma amiga falando algo sobre ter escolhido uma carreira meio tarde e é exatamente por isso que estou passando. Fiquei mais tempo do que deveria trabalhando no negócio da família (assunto que gerará outro post, já que voltei pra lá porque entendo bem daquilo e sei que posso ajudar, mas é de comum acordo que o foco é crescer em outro lugar), mas agora estou empolgado com o que escolhi pra minha vida. A faculdade está no começo, mas passa rápido e considero que venho tirando bastante coisa proveitosa. Além disso, após muito conversar, o blog coletivo com mais dois amigos saiu do papel. Entre idas e vindas eu tenho blog pessoal há uns 10 anos, mas sempre achei que algumas coisas ficariam soltas demais aqui. Sempre achei que seria legal reunir tudo num lugar só com outros amigos que tenham gostos em comum, e é isso que estamos buscando nesse blog (coisa que já havia acontecido em outros projetos, mas que acabaram por motivos alheios à minha vontade). Nem sempre sobra tempo, mas vamos nos adequando e dando a atenção que o blog merece.
Outra parada legal foi o carnaval desse ano. Eu e o resto da corja passamos carnaval juntos desde 2001, então logicamente esse ano seria especial por completar uma década. Deu um trabalho do cacete, porque foi todo organizado em cima da hora, mas valeu a pena. Dez dias numa casa com piscina, churrasqueira e campo de futebol. Quase não meti a cara na rua. A não ser pra comprar mais cerveja quando acabava.

Agora é trabalhar pra progredir no resto do ano. Arranjar um estágio/emprego e colocar uma ou outra coisa que estejam fora do lugar na sua devida ordem. Disposição não falta.

2011? Que nada… 2020 é logo ali!

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Estava lendo a Revista Trip de novembro (pois é, minhas leituras estão bastante acumuladas), e me deparei com uma matéria bastante interessante. Falava sobre cultura e como, nos últimos anos, mudou a forma dela ser difundida. Se antes era uma coisa distante entre os meios e o público, agora é muito mais dinâmico, por conta da colaboração desse público.

O que mais me chamou atenção, na verdade, não foi isso. A revista pediu pra alguns leitores escreverem cartas para si mesmos ou para outras pessoas para serem lidas em 2020. Tinha de tudo. De uma mulher na faixa dos 30 anos, falando como é difícil ser bem resolvida perante à sociedade, a uma menina de 22 demonstrando uma certa insegurança e imaturidade normais na idade. De uma mãe, cadeirante, querendo um mundo mais justo e sem preconceitos para os filhos crescerem, até um casal romântico na dúvida se, daqui a 10 anos, o romantismo ainda existirá.

Eu, particularmente, já passei da idade de achar que 10 anos é muito tempo.

 

Há um tempo atrás, num desses memes da internet (que na época nem era chamado assim… era só uma versão digital do “caderno de perguntas” da 6ª série), havia uma pergunta do gênero. “Onde você se vê daqui a 10 anos?” Eu nunca sabia responder. Sempre respondia “sei lá!”. Achava muito subjetivo… quase um exercício de imaginação. Continuo pensando desse jeito, mas a algumas conclusões dá pra chegar.

O consenso entre todas as cartas dos leitores da revista, era estar feliz. Por isso que eu digo que é meio vago pensar uma coisa dessas. Não é meio óbvio que se queira estar feliz? Sei lá, pelo menos eu acho. Todo mundo fala o óbvio quando recebe uma pergunta dessas. “Quero estar feliz, num bom emprego, constituindo minha família e rodeado de amigos e familiares.” Porra, jura? Maneiro, você e todo mundo que não ouve NX Zero quer isso.

 

Pretendo estar casado, por exemplo. Ok, talvez não casaaaaado da forma tradicional. Mas quero estar com uma menina maneira construindo algo pra um futuro melhor ainda. Às vezes parece brega falar isso. Homem tem que ter sempre fama de desprendido dessas coisas, eterno solteiro, fanfarrão. Acho que até uns 23.. 25 anos isso é até legal. Faz parte do processo. Agora, com 28, acho que não faz o menor sentido ter essa postura (que eu nunca tive, diga-se de passagem). Ter com quem partilhar as coisas é sensacional.

Acredito demais no presente. Fazer as coisas agora pra, futuramente, desfrutar da ralação desgraçada que é todo começo de carreira. Até porque se eu não acreditasse nisso, não estaria optando por uma área totalmente diferente da que eu já havia começado. Como diria Muricy Ramalho, “aqui é trabalho” (ê trocadilho horroroso). E, pela minha projeção, os próximos 5 anos serão de investimento e ralação puras. Aí sim, quando o futuro virar presente, eu me preocupo com ele.

Projeto 3Meia5

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Um amigo comentou comigo sobre esse projeto, chamado 3Meia5 e fiquei curioso em conhecê-lo.

A ideia é simples: reunir 365 pessoas para postar no decorrer desse ano, uma a uma, sobre o seu dia. Original, né?

Na real não é tão original assim. O projeto é inspirado no gringo the3six5.
Segue o mesmo modelo. Você entra em contato e diz que está interessado em participar. Após isso, é enviada uma planilha de confirmação com o dia que você irá postar. Caso não esteja satisfeito com o dia, rola uma troca de emails pra ver se dá pra reagendar pra um dia da sua preferência. O visual do site também é igualzinho.

Vale dizer que não é necessário que a pessoa possua blog. Claro que vai interessar mais à essa galera, mas não é obrigado que a pessoa já tenha blog pessoal ou escreva pra qualquer tipo de site.

Caso se interessem, só clicar aqui para ir até o site. Mas recomendo que façam isso rápido, pois me cadastrei hoje cedo e vou postar somente em agosto. Ou seja, até lá já está tudo lotado.

Impressões natalinas

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O Natal deve ser a época que mais muda com o passar dos anos.
Não de uma forma aberta, declarada. O sentimento coletivo é (quase) sempre o mesmo. Mas o que cada um sente vai mudando aos poucos.

Quando a gente é pequeno tudo é festa. É comer, se entupir de refrigerante, brincar com os primos e esperar o Papai Noel pra te encher de presentes. Mas aí a gente cresce. O Papai Noel deixa de existir. Você começa a ver que nem tudo na família são flores, que existem inúmeros defeitos, sacanagens, coisas que você não concorda… Os mais velhos começam a ir embora, a gente envelhece, preocupações, medos, anseios. Saudade.

Na minha família o Natal sempre foi uma parada grande. Proporcional à quantidade de pessoas presentes.
Quando pequeno, íamos todos para a casa da minha avó. Lembro perfeitamente de eu e meus 4 primos brincando, até perto da meia-noite. Aí algum tio dizia pra gente ficar sentado olhando pro relógio da cozinha, porque assim o Papai Noel não ia se atrasar. Meia-noite, presentes, Comandos em Ação, festa.
Aí depois de um tempo a festança mudou pra casa de um tio. Minha avó já estava ficando velha e era trabalhoso demais pra ela em casa. Papai Noel não existia mais. Mas ainda era legal.
Meus avós maternos morreram. Já perdeu bastante o sentido da festa. Minha avó paterna foi há 2 anos. Acabou totalmente o sentido. Ainda nos reunimos na casa desse mesmo tio, mas não é mais a mesma coisa. Minha avó era o maior elo de ligação da família. Ontem, à meia-noite, olhei pro local onde falei com ela pela última vez. Saída estratégica pela esquerda em busca de mais uma cerveja.

Enfim, apesar de tudo, sempre lembramos dos que fazem isso aqui valer a pena. SMS’s pros amigos, abraços em pai, mãe, irmã, primo… e mais SMS pros 3 primos que estavam em outro local.
A sensação não é mais a mesma de quando pequeno, mas o sentimento pelos mais próximos se mantém. E o desejo de que todos, próximos ou não, sejam felizes, também se mantém. E isso faz tudo ter sentido.

Ho, ho, ho!

Review – Tron: O Legado

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Primeiramente, deve-se dizer: Tron: O Legado NÃO é um remake. Já li em alguns lugares e ouvi algumas pessoas falando isso (inclusive no cinema). Trata-se de uma continuação do clássico Tron: Uma Odisséia Eletrônica, de 1982 (um ótimo ano para humanidade, já que Tron e ET foram lançados e eu nasci).

O filme novo é… ok.
Tá, exagero meu falar apenas isso. O filme é bem legal, na verdade. É um Tron meio Matrixiano, mas, ainda assim, é Tron.

A história começa ainda na década de 80, com o persongaem principal do primeiro filme, Kevin Flynn (Jeff Bridges), conversando com seu filho e dizendo que, um dia, o levaria para a Grade. Aí papai sai pra trabalhar e nunca mais volta.

O tempo passa, o garoto Sam Flynn (Garret Hedlund) cresce e, após sabotar lindamente o lançamento de um novo sistema operacional da sua própria empresa – que passou a ser controlada por uns Bills Gates mega empresários da vida, totalmente capitalistas e com política empresarial voltada apenas para o lucro, pensamento contrário à ideia inicial de software livre – ele acaba indo ao antigo fliperama onde o pai jogava, encontra seu escritório e acaba sendo jogado para dentro da Grade.

A partir daí as coisas ficam um tanto arrastadas. A parte visual começa a se destacar e o roteiro perde um pouco a pegada. Após um tempo (e alguns fatos que é melhor não falar, pra evitar os malditos spoilers) ele acaba encontrando o pai desaparecido, com a ajuda de Quorra (Olivia Wilde, a Thirteen do seriado House) uma ISO que o salva durante uma batalha contra os enviados de CLU (o clone malvado do papai). O pai explica que está exilado nesse mundo tecnológico e que CLU precisa do seu disco para poder passar para o nosso mundo e, assim, expandir seus domínios para além da Grade.
O plano então passa a ser atravessar o portal que liga os dois mundos, e que só pode ser aberto por “fora” (ou seja, através do nosso mundo). Quando começam a executar isso, a história melhora um pouco e o filme empolga novamente. Os combates, ainda que poucos, são privilegiados pelos efeitos de hoje e a sequência de fatos cria um clima de tensão bem maneiro.
O clichê é inevitável mas fecha bem a história, com direito a uma ótima virada de um dos personagens centrais da trama (tanto da nova quanto da antiga).

Apenas mais três comentários que são pertinentes.

1º) A trilha sonora, criada totalmente pelo duo francês Daft Punk, dita o ritmo da história. Ficou MUITO boa. E eles ainda aparecem no meio do filme.

2º) Eu nunca havia visto filme com a tecnologia 3D. Achei legal, mas esperava mais pelo tanto que é comentado. Apenas em alguns poucos momentos pude realmente ter a sensação tridimensional. Principalmente em cenas estáticas ou sem muito movimento. Nessas dava pra se ter a noção de profundidade à que se propõe essa tecnologia. Em cenas de maior movimento, como nos combates, não vi praticamente diferença nenhuma.

3º) As referências e analogias ao mundo da informática deixam qualquer nerd feliz da vida. Sistemas operacionais, opensource, arquivos ISO, toda a estrutura da Grade, a alocação dos arquivos quando entram no sistema… tudo faz você lembrar algo que conhece ou que, ao menos, já viu/ouviu falar alguma vez na vida.

Time do ano UEFA 2010

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Dezembro, pra quem gosta de futebol, é sinônimo de eleição. É nessa época que a FIFA elege os melhores do ano que está acabando.

Além da famosa eleição de melhor do mundo da FIFA, que conta sempre com 3 nomes (e dessa vez os três são do Barcelona: Xavi, Iniesta e Messi), também há a eleição do time do ano da UEFA. No site da entidade, você pode escolher o seu time preferido do ano e é sobre isso que quero falar.

O time que você escolhe, está armado num 4-4-2 padrão, esquema mais clássico de todos os tempos.

Partindo desse esquema, meu time ficou assim:

Goleiro: Casillas (capitão)
Lateral direito: Sergio Ramos
Zagueiro: Lúcio
Zagueiro: David Luiz
Lateral esquerdo: Fábio Coentrão
Meia direito: Cristiano Ronaldo
Meio-campo central: Xavi
Meio-campo ofensivo: Sneijder
Meia esquerdo: Iniesta
Atacante: Messi
Atacante: Forlán

meu time com base nas opções do site da UEFA

Técnico: José Mourinho

O problema é que se pegarmos os jogadores que foram escolhidos para essa eleição e como eles jogam nos seus times atualmente, essa escalação é incoerente. Real Madrid e Barcelona, por exemplo, jogam, teoricamente, com três atacantes. Mas dois desses três atacantes, voltam bastante para armar o jogo e fazem praticamente função de meias abertos pelas pontas (no Madrid são Cristiano Ronaldo e di María, enquanto no Barça são Messi e Pedro). Ou seja, Messi, que na eleição está como atacante, se encaixaria melhor como meia direito.
Além, claro, do fato desse time que montei estar ofensivo demais, com pouco poder de marcação.

Levando em conta os jogadores escolhidos pela UEFA e a formação usada com mais sucesso atualmente (4-5-1), o meu 11 ideal de 2010 seria esse:

Goleiro: Casillas (capitão)
Lateral direito: Sergio Ramos
Zagueiro: Lúcio
Zagueiro: David Luiz
Lateral esquerdo: Fábio Coentrão
Meio-campo central: Xavi
Meio-campo central: Bastian Schweinsteiger
Meia direito: Messi
Meia esquerdo: Cristiano Ronaldo
meio-campo ofensivo: Sneijder
Atacante: Forlán

Técnico: José Mourinho

É, nessa formação o Iniesta fica de fora, pra dar lugar ao Schweinsteiger. A opção seria colocar Iniesta como meia ofensivo, no lugar do Sneijder, mas o holandês teve um ano muito superior ao espanhol.

Qual o seu time ideal?

Stone Temple Pilots no Circo Voador

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Começo da década de 90, movimento grunge invadindo com força a MTV. Eis que surge uma banda rotulada como grunge, mas que, pra mim, sempre foi muito mais do que isso. A sonoridade do Stone Temple Pilots sempre me soou muito mais cheia, com um instrumental muito mais trabalhado do que os outros expoentes da geração.

Dito isso, dá pra se ter uma ideia do quanto eu queria vê-los ao vivo.

O show foi ótimo. A única coisa que incomodou um pouco, foi o fato do sr. Scott Weiland ter deixado a ótima voz que sempre teve, em algum dos anos de excessos em cocaína e heroína. Não que esteja TOTALMENTE sem voz, mas perdeu bastante o que sempre foi sua marca registrada.
O resto da banda continua afiada. O batera Eric Kretz não decepciona e os irmãos DeLeo (Dean e Robert, guitarra e baixo, respectivamente) são a principal atração do show.

Um dos pontos altos foi protagonizado justamente pelo baixista Robert DeLeo. Ao violão, ele começou a levar Garota de Ipanema e foi prontamente acompanhado por toda a plateia do Circo Voador. Ponto pra ele.

A apresentação foi recheada de clássicos. Começou com Crackerman e seguiu com Wicked Garden e Vasoline.
Do álbum mais recente (Stone Temple Pilots, lançado em maio desse ano), tocaram apenas Between the Lines, Hickory Dichotomy, Cinnamon (a melhor do disco, pra mim) e Huckleberry Crumble.
Big Empty, Plush, Interstate Love Song e Sex Type Thing causaram a comoção esperada.
Completaram a apresentação Heaven and Hot Rods, Still Remains (uma das que eu mais gosto), Silvergun Superman, Down e a bela cover de Dancing Days, do Led Zeppelin.

O bis contou, além do improviso de Garota de Ipanema assim que voltaram pro palco, com Dead and Bloated e Trippin’ on a Hole in a Paper Heart.

Sentiram falta de algo? Pois é, eu também.
Uma banda antiga que nunca veio ao Brasil sempre gera uma expectativa enorme e é inevitável algumas músicas ficarem de fora. Algumas que eu acho que poderiam ter entrado: Days of the Week, Coma, Lounge Fly, Unglued, Army Ants, Adhesive… a lista é grande, mas até entendo essas terem ficado de fora. Só não me conformo por outras quatro não terem entrado: Creep, Big Bang Baby (pedida exaustivamente pelo público), Lady Picture Show e Sour Girl.

Podia ter sido melhor, mas gostei bastante. E a julgar pelos comentários e pelas caras de todo mundo, o STP cumpriu bem o seu papel.

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